Quando o medo deixa de guiar
Jesus segue pela estrada para Jerusalém com os Doze por perto, e não há surpresa no seu passo. Ele já sabe o que o espera: troça, violência, morte. Mesmo assim, não abranda nem disfarça. Em 2026, quando tanta gente vive a gerir notificações, agendas e cenários de desastre para tentar controlar o que vem, esta caminhada soa quase impossível. Que faz alguém quando já vê a dor ao fundo do caminho: foge para o lado ou continua porque sabe a quem pertence? Jesus não nega o sofrimento e não o romantiza. Nomeia-o com clareza e, no mesmo fôlego, recusa deixá-lo ser a última palavra. A fé é isto em linguagem simples: não é fingir que nada custa, é não deixar o medo mandar na obediência. Por isso Ele avança. Não por dureza, mas por confiança no Pai e na vida que vem depois da escuridão. A estrada não ficou mais curta, mas ficou mais nítida: o medo perdeu o volante.
#jesus