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O Que Ainda Falta Fazer?

A Bondade Não Se Fabrica

Mateus 19:16-19 ¹⁶ Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? "
¹⁷ Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos".
¹⁸ "Quais? ", perguntou ele. Jesus respondeu: " ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho,
¹⁹ honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’".

Vivemos num tempo em que quase tudo parece depender da pergunta: “O que é que eu ainda tenho de fazer?” Mais disciplina, mais desempenho, mais uma meta, mais uma versão melhor de nós mesmos diante do ecrã e dos outros.

A pergunta feita a Jesus nasce desse impulso: encontrar a acção certa que garanta a vida. Mas Jesus desloca o centro da conversa. Em vez de alimentar a ilusão de que a salvação se alcança por um feito brilhante, Ele aponta para Deus como a única fonte do bem e chama à obediência. Isto confronta a nossa vontade de controlar tudo, até a vida espiritual. Nem a eternidade se compra com currículo moral, nem a bondade se fabrica com esforço exterior.

Ao recordar os mandamentos, Jesus mostra que a fé não é uma ideia desligada da vida comum. Ela vê-se na forma como tratamos o corpo, a verdade, os bens, a família e o próximo. O amor a Deus não fica preso a palavras elevadas; desce à honestidade, ao respeito, à fidelidade e ao cuidado concreto. Muitas vezes procuramos algo extraordinário, quando Deus nos chama a uma integridade simples e perseverante.

Este texto convida-nos a parar de negociar com Deus como se bastasse cumprir uma tarefa para descansar a consciência. Cristo chama-nos a um coração alinhado com a bondade de Deus, um coração que aprende a amar o próximo não por aparência, mas por verdade. A vida que Ele oferece começa a tomar forma quando a obediência deixa de ser encenação e passa a ser amor vivido.

Exercício

Hoje, abre o bloco de notas do telemóvel ou pega num papel e escreve o nome de uma pessoa próxima. Depois pratica um acto concreto de amor e rectidão em relação a ela: dizer uma verdade com mansidão, pedir perdão, devolver algo, prestar ajuda sem seres solicitado, ou honrar pai e mãe com tempo e atenção reais. No fim do dia, revê esse gesto durante dois minutos e agradece a Deus por te ensinar a amar em actos, não só em intenções.

Para reflectir

Estou a aproximar-me de Deus à procura de uma fórmula para me justificar, ou estou a deixar que a sua bondade transforme a forma como trato as pessoas mais próximas?