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Quando o medo deixa de guiar

O caminho que Ele conhecia

Lucas 18:31-33 ³¹ Jesus chamou à parte os Doze e lhes disse: "Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá.
³² Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão.
³³ No terceiro dia ele ressuscitará".

Vivemos a tentar antecipar tudo: notificações, agendas, riscos, respostas. Quando pressentimos dor, o impulso natural é contornar, adiar ou fugir.

Aqui, porém, vemos Jesus a caminhar com lucidez para aquilo que já sabia que O esperava. Ele não avança por ingenuidade, mas por fidelidade. Sabe da humilhação, da violência e da morte; ainda assim, segue para Jerusalém porque o caminho da obediência ao Pai não é governado pelo medo, mas pela certeza de que a última palavra não será a crueldade humana, e sim o cumprimento de Deus.

Este texto lembra-nos que a fé não é negação do sofrimento. Jesus nomeia-o com clareza. Mas também não fica preso a ele: anuncia igualmente a ressurreição. Há dores que não escolhemos, e há chamamentos de Deus que nos levam a lugares desconfortáveis; mesmo assim, em Cristo, o sofrimento não é sinal de abandono. Quando não entendemos o percurso, podemos confiar n'Aquele que já entrou na escuridão de frente e a atravessou até à vida.

Se hoje o teu coração está cansado ou apreensivo com o que vem a seguir, olha para Jesus. Ele não romantiza a dor, mas também não recua da vontade do Pai. A sua coragem mansa convida-te a dar o próximo passo com confiança: não porque tudo seja fácil, mas porque Deus continua a cumprir o que promete, mesmo quando o caminho passa pela cruz antes de chegar à manhã da ressurreição.

Exercício

Hoje, reserva 10 minutos sem telemóvel nem ecrãs. Numa folha ou ficheiro, escreve duas colunas: numa, “o que eu estou a tentar evitar”; noutra, “o próximo passo fiel que posso dar”. Escolhe apenas um passo concreto para hoje — uma conversa, uma decisão adiada, um pedido de ajuda, um acto de reconciliação — e dá-o com uma oração simples: “Senhor Jesus, ensina-me a confiar em Ti no caminho.”

Para reflectir

Que sofrimento, medo ou incerteza está a tentar governar as minhas escolhas, e como é que a coragem obediente de Jesus me chama hoje a caminhar com mais confiança em Deus?